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Dor Lombar e Pilates Clínico 

Dor lombar e Pilates clínico

 

Acompanhamento por fisioterapeuta Matheus Camargo

 

A dor lombar acompanha milhões de pessoas e aparece de forma traiçoeira: um desconforto leve depois de carregar algo, uma rigidez que impede o dia de começar, ou uma dor persistente que rouba a graça de atividades simples. Sociedades internacionais como a World Health Organization (WHO), a North American Spine Society (NASS) e o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) apontam que essa é uma das principais causas de limitação funcional no mundo.

 

Na maior parte das vezes, a dor lombar é classificada como não específica. Isso significa que ela não está ligada a uma lesão grave identificável, como compressões nervosas severas ou fraturas, conforme reforçado pela European Spine Society e por publicações como o The New England Journal of Medicine (NEJM). Mesmo sem uma causa única, sabemos que ela surge de um conjunto de fatores: esforço físico além do habitual, postura inadequada, fraqueza dos músculos do tronco, sedentarismo, alterações naturais do envelhecimento e até estresse emocional.

 

As diretrizes clínicas da NASS, da NICE e da American Physical Therapy Association (APTA) são claras ao recomendar movimento e exercício supervisionado como parte central do tratamento. Dentro dessas opções, um dos métodos mais utilizados e estudados é o Pilates clínico, aplicado por fisioterapeutas.

 

O Pilates trabalha o fortalecimento da musculatura profunda do tronco, melhora da mobilidade, equilíbrio, consciência corporal e coordenação. Estudos apresentados pela Cochrane Collaboration, pelo Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy (JOSPT) e pelo British Journal of Sports Medicine mostram que o Pilates reduz dor e melhora a função quando comparado à ausência de exercício. Revisões sistemáticas recentes também reforçam que o método é seguro, adaptável e eficaz para diferentes perfis de dor lombar crônica.

 

O acompanhamento profissional é essencial. Os exercícios precisam ser ajustados para o nível de dor, condicionamento físico e objetivos de cada paciente. A supervisão garante precisão, progressão adequada e segurança, como reforçam diretrizes da APTA e da International Association for the Study of Pain (IASP).

 

Além do alívio da dor, muitos pacientes relatam melhora da postura, mais firmeza para atividades diárias e maior confiança corporal. Para quem já sofreu repetidas crises lombares, o Pilates ajuda na prevenção de novos episódios ao fortalecer os músculos estabilizadores da coluna.

 

Em situações específicas, como dor intensa repentina, perda de força, alteração de sensibilidade nas pernas, febre ou perda de peso inexplicada, é recomendada avaliação médica antes do início do exercício. Isso segue orientações da American College of Physicians (ACP).

 

Acompanhado por um fisioterapeuta, o Pilates clínico se torna um caminho seguro e eficaz para reduzir dor, recuperar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida.

 

Se houver insegurança sobre o método, receio de sentir mais dor ou dúvidas sobre qual exercício é adequado, isso é justamente o que se esclarece na avaliação inicial e no acompanhamento contínuo. Tudo é ajustado durante as sessões, de acordo com a resposta do corpo.

 

 

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